domingo, 17 de janeiro de 2021

Paraíba confirma 783 novos casos de Covid-19 e oito óbitos neste domingo; dois deles no Cariri

Paraíba confirma 783 novos casos de Covid-19 e oito óbitos neste domingo; dois deles no Cariri

 


A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, neste domingo (17), 783 novos casos da Covid- 19. Entre os confirmados neste domingo, 44 (5,61%) são casos de pacientes hospitalizados e 739 (94,39%) são leves.

Agora, o Estado totaliza 177.618 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 564.953 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

Também foram confirmados 08 novos óbitos desde a última atualização, sendo 05 deles nas últimas 24h. Os óbitos ocorreram entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2021, sendo um em hospital privado e os demais em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 3.888 mortes. O boletim registra ainda um total de 133.270 pacientes recuperados da doença.

Concentração de casos

Cinco municípios concentram 416 novos casos, o que corresponde a 53,12% dos casos registrados neste domingo. São eles: João Pessoa, com 229 novos casos, totalizando 45.077; Campina Grande, com 112 novos casos, totalizando 16.314; Catolé do Rocha, com 26 novos casos, totalizando 1.411; Solânea, com 25 novos casos, totalizando 1.054; Esperança, com 24 novos casos, totalizando 1.324.

Óbitos

Até este domingo, 196 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 08 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios de Cabedelo (1), Campina Grande (2), João Pessoa (1), Princesa Isabel (1), Sapé (1), Serra Branca (1) e Zabelê (1). As vítimas são cinco homens e três mulheres, com idades entre 42 e 80 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais frequente e um deles não apresentava comorbidade.

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 54%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 55%. Em Campina Grande estão ocupados 66% dos leitos de UTI adulto e no sertão 64% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 25 pacientes foram internados nas últimas 24h.


Mulher, negra e enfermeira será a primeira vacinada no Brasil contra a COVID-19

Mulher, negra e enfermeira será a primeira vacinada no Brasil contra a COVID-19

 


Uma enfermeira negra do hospital Emílio Ribas, que está há oito meses na linha de frente do combate ao coronavírus, será a primeira brasileira a receber neste domingo uma dose da vacina Coronavac, tão logo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o uso emergencial da vacina contra covid-19. A agência vota neste momento. A gerência recomendou a aprovação e um diretor já deu o seu aval. Faltam quatro diretores. 

Trata-se da enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, com perfil de alto risco para complicações da covid-19. Ela é obesa, hipertensa e diabética. A expectativa é que ela receba a vacina no Hospital das Clínicas, onde o governador João Doria fará um pronunciamento logo que a aprovação saia. 

Apesar de se enquadrar nessas condições, em maio do ano passado, no auge da primeira onda da doença, ela se inscreveu para vagas de CTD (Contrato por Tempo Determinado), escolhendo trabalhar no Emílio Ribas, no epicentro do combate à pandemia.  

Quando começaram os testes clínicos da vacina Coronavac pelo Instituto Butantã, ela também se voluntariou para os testes. No começo deste ano, ela contou em reportagem ao site do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren) que já tinha tomado duas doses e não teve nenhum tipo de reação. “Sou monitorada periodicamente. Além disso, há um canal do WhatsApp pelo qual entram em contato semanal comigo”, explicou. Como ela foi escolhida agora para tomar a vacina, pode-se imaginar que ela tinha tomado placebo. 

Antes de fazer faculdade de Enfermagem, Mônica atuou como auxiliar da área por 26 anos. O diploma foi obtido aos 47. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito a pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de foicuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse Mônica, de acordo com a assessoria de imprensa do Emílio Ribas. 

A enfermeira é viúva e mora com o filho Felipe, de 30 anos. Seu irmão caçula, de 44 anos, auxiliar de enfermagem, chegou a se contaminar e ficou internado por 20 dias com a doença.

Crédito imagem: Reprodução

News Paraíba com Estadão